Liberdade com responsabilidade
April 23rd, 2008
Essa foi uma frase que eu ouvia regularmente da minha professora de Educação Física do colegial. Foi com essa mesma professora que aprendi também ter o pouco de auto-controle que tenho, mas essa é outra história. Minha vida profissional foi um tanto conturbada para mim, até hoje eu sinto falta de algumas coisas que julgo essenciais para dirigir ou liderar uma equipe. Mas há outras características que herdei e que vejo que fazem falta em muitos profissionais que conheci. É aí que entra o título deste post.
Aqui na Visie somos bem flexíveis. Sabe aquela maneira de trabalhar no qual você não precisa se preocupar com a hora que está chegando, pode ir embora tarde da noite e trabalhar em casa quando precisar? Pois é. Aqui na Visie é assim. E o engraçado é que isso não dá certo em muitos lugares. Tudo, tudo, tudo depende do jeito das pessoas. Existem pessoas que não sabem usar a liberdade que tem. E isso acaba com qualquer flexibilidade que a empresa possa querer disponibilizar.
Algumas pessoas, mesmo subconscientemente, só trabalham bem seguindo regras como hora para entrar e sair. Datas programadas para entregas de projetos e número mínimo de linhas de código. E apenas assim ela consegue ser produtiva e eficaz. É uma característica da pessoa. Não pode-se fazer nada a não ser que ela perceba e mude.
O pior é que não dá para encontrar sempre profissionais que tem os mesmos pensamentos dos donos da empresa. É difícil. Aí entra a importância de encontrar e cativar esse pessoal. Recentemente perdi um bom profissional. E isso mostra como é difícil encontrar pessoas que sejam, desde o começo, afinadas com o modo de trabalhar da sua empresa. A saída é lapidar as pessoas que aparecem e formá-las para que estando ali na sua empresa, elas possam dar resultado, e quando elas sairem, possam levar consigo bons frutos.
Pensamentos pessoais sobre Design
April 15th, 2008
Eu venho tentando durante toda a minha carreira de desenvolvedor web entender e estudar o que é design. Conversando com pessoas e lendo por aí, há alguns pontos que consegui encontrar e que para mim fazem muito sentido. Não vou dizer todos porque sou leigo no assunto e isto não passa de anotações soltas que fiz aleatóriamente. Por isso, deixo aberto este assunto para que você possa complementar com comentário e me dar a possibilidade de entender outros lados.
O Design serve. Ele é uma espécie de mordomo. Design não é nada sozinho. Ele não passa mensagem, não agrega valor, é apenas bonito. E ser bonito, você sabe, não serve para muita coisa. Já que o design não é nada sozinho, ele precisa estar acompanhado e aqui abrimos um leque enorme de possibilidades. Vou citar duas: Marketing e Utilização.
O que é Marketing?
Existem duas maneiras de conseguir dinheiro: 1. Roubar. 2. Uma pessoa precisa te dar.
A primeira é um risco alto e pode ferir sua integridade e caráter. A segunda é a opção mais dificil de cumprir.
O que precisamos fazer para que a pessoa nos dê o dinheiro dela?
Ela precisa dar de boa vontade, por conta própria, caso contrário entraríamos na opção 1.
Uma pessoa lhe dá algo em troca quando você também lhe dá algo. Ela precisa se sentir agradecida pela sua “ajuda”. Se sentir aliviada por um problema resolvido.
“Marketing é o processo de planejar e executar concepção, preço, promoção e distribuição de idéias, bens e serviços para criar trocas que satisfaçam objetivos individuais e organizacionais.”
Basicamente Marketing é trocar algo - produto, serviço, etc - por satisfação do cliente. Esse “produto” deve suprir algumas necessidades do cliente e deve gerar uma satisfação por isso
O marketeiro é um mercador. Ele conhece as pessoas, entende a necessidade, gera uma solução e vende essa solução. Como mercador ele precisa entender todos esses pontos e fazer com que esses pontos sejam a reposta para a necessidade do cliente.
Mas e o design? O design vai servir o marketing. Quando você procura por algo, seus olhos compram o produto primeiro que você. Quando você vê um tênis legal, algum produto da apple, um vestido ou qualquer outro produto, seus olhos compram pela beleza do produto e logo após isso vem a atenção para as utilidades, vantagens e características técnicas. O Design então então é uma ferramenta do mercador. Ele a utiliza para que a venda do produto seja mais fácil, mais prazerosa para o usuário.
Utilização
Outro ponto importante que o design serve é a forma que o usuário utiliza o produto. Todos os detalhes técnicos dos celulares atuais são parecidos. Todos eles tem camera, bluetooth, agenda de contatos, tocador de vídeo e mp3 etc, etc, etc… Mas o que diferencia um A1200 de um iPhone?
As soluções que a Apple encontrou para resolver os problemas de utilização do aparelho são diferentes das que a Motorola encontrou. A maneira com que ela implementou essas soluções é diferente. Juntando os efeitos, cores, animações, diagramação da tela, maneira com que os botões são mostrados, tamanho de fonte, espaçamentos e etc, encheram os olhos dos clientes e apresentaram para eles uma nova maneira de utilizar o celular. Isso gerou uma necessidade, desejo e compra.
Portanto o design, sozinho não é nada. Mas o design, acompanhado de outras coisas, é solução, é um facilitador. Isso faz com que o design se torne algo essencial em tudo o que vemos, tocamos e utilizamos.
E você? O que acha?