Diego Eis é sócio e diretor de treinamentos da Visie Padrões Web, desenvolvedor web, palestrante, microblogueiro, fotógrafo amador, pintor de gibi nas horas vagas, criador do Tableless.com.br e gosta de ouvir música.

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Roubaram meu carro

May 23rd, 2008

Pois é. Eu e o Elcio estávamos conversando no portão da casa dele, quando dois caras nos abordaram e pediram a chave do carro. Tentamos enrolar dizendo que o carro não era nosso que o dono tinha ido “ali” e etc. Mesmo assim o camarada me perguntou se ele poderia “me dar dois pipocos” se encontrasse a chave comigo. Pensei em milhares de coisas, tinha certeza de que eles não estavam armados, mesmo assim, não quis arriscar. Dei a chave para eles. Perguntei se podia tirar a chave de casa, o ladrão puxou da minha mão o molho e me deu as chaves de casa. Agora com a cabeça fria, essa era a hora mais fácil de acertar umas porradas no cara. Ele simplesmente virou de lado para mim, com as duas mãos tentando arrancar as chaves da minha casa, eu poderia simplesmente ter acertado ele, mas travei. Pensei em milhares de coisas, e uma delas era que ali era a casa do Elcio. Coisa pior poderia acontecer futuramente. Ele me devolveu as chaves e entraram no carro, em vão, pedi a carteira e o celular, e assim eu vi algo que consegui com muito esforço e suor, ir embora.

Junto com o carro, foi embora o meu MacBook, fruto de trabalho duro e do meu sonho de ter algo da Apple, que na época (2 anos atrás) custou R$4.999,00. Meu MotoQ, que foi R$1.599,00 em 10x na época. Minha Canon EOS Rebel 2000, que comprei usada do Rigonatti, mas que me deu várias fotos interessantes, R$600. A mala com algumas roupas da @maurzi que estava no porta-malas porque iríamos viajar, alguns objetos no porta-luvas e claro o som.
Na carteira? O cartão de crédito da empresa, documentos, cartões de débito, dinheiro e algumas coisas sentimentalmente valiosas.

Não sei descrever a sensação de ver todo seu esforço sendo levado embora por uma pessoa que absolutamente não quer saber o quanto de amor e trabalho foram investidos ali. E sim, nessa hora parece que tudo o que você fez na sua vida de merda foi em vão.

Não importa o que as pessoas falem, você sempre acaba pensando no que poderia ter sido feito no momento e os motivos pelos quais você procrastinou detalhes que evitariam o incidente, como colocar outro alarme ou fazer seguro dos objetos. Com esses pensamentos vem a raiva de você e aumenta mais o ódio dos ladrões que levaram seu sonho/trabalho/sobrevivência.

É triste.

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