Anotações pessoais sobre atendimento e fidelização de clientes
June 15th, 2008
Normalmente não pago aqueles 10% que me empurram na hora de fechar a conta. Não sei se aí onde você mora, mas aqui em São Paulo em todo lugar tem esses malditos 10%. Tenho uma teoria muito pessoal sobre isso: só pago os 10% quando, realmente, sou bem atendido. O que quase nunca acontece.
Atendimento é algo que não é levado a sério aqui no Brasil. E enganam-se aqueles que acham que o atendimento é apenas aquele momento em que o garçom serve a comida saborosa, mas também a postura diante de várias situações posteriores àquele momento
Pago R$15 para lavarem meu carro, geralmente uma vez por semana. Eu acho um preço um tanto salgado. Acontece que eu chego no lava-rápido, deixo o carro, e vou para Visie que é relativamente perto. Uma hora depois o camarada aperta a campainha da Visie, eu abro a portão da garagem e ele estaciona o carro para mim. Fazem mais de 6 meses que não lavo o carro em outro lugar.
Posso dizer outros tantos exemplos pessoais, onde sou um cliente fiel: por exemplo, corto meu cabelo há mais de 14 anos no mesmo lugar com o mesmo cabeleireiro.
Na Visie, como em qualquer outro lugar, também temos clientes insatisfeitos com o nosso trabalho. Não entramos em pânico quando recebemos uma crítica sobre nosso serviço, atendimento ou produto. Pelo contrário, nós descobrimos que podemos reverter essa ponto negativo para um ponto positivo, basta apenas admitir o erro e, simplesmente, pedir desculpas ao cliente. Reconhecer que o atendimento ou o produto tem realmente algum problema, é mostrar ao cliente que ele tem razão (como o velho ditado) e que a empresa não está interessada no rico dinheirinho dele, mas sim, no comprometimento em resolver seu problema. Diferente de como houve no caso do Rancho da Traíra onde o Manoel Netto foi almoçar e não gostou nadica de nada. Ele deu sua opinião pessoal sobre o local e a comida servida, que de acordo com ele, não é boa, e recebeu uma resposta um tanto grosseira do restaurante “censurando” sua opinião.
Se você fosse o gerente ou o dono do estabelecimento, o que faria? Eu tentaria fazer exatamente o que fazemos lá na Visie: tentaria reverter esse ponto negativo por um positivo.
Talvez chamaria o Manoel para fazer uma outra visita, por conta da casa, para comer algo mais saboroso e pedir sugestões sobre o prato e o atendimento. Essa postura seria algo inusitado para o Manoel, e com certeza, aquele [update] que ele colocou no final do post, seria um comentário a favor do restaurante, e não contra.
O post sobre o do Manoel sobre o Rancho da Traíra, até agora (15 de junho de 2008) 69 comentários. A maioria dos 69 comentário, se não todos, foram contra a atitude do restaurante de tentar atacar a opinião de um cliente. Se a postura “pós-venda” do pessoal do restaurante fosse diferente, estas 69 pessoas que comentaram o assunto, poderiam ser futuros clientes. Quem aqui não gostaria de ganhar 69 clientes quase sem esforço nenhum?
O cliente sempre tem a razão. Tem também amigos, leitores e opinião.
Leia também os comentários e experiências de outras pessoas:
Roubaram meu carro
May 23rd, 2008
Pois é. Eu e o Elcio estávamos conversando no portão da casa dele, quando dois caras nos abordaram e pediram a chave do carro. Tentamos enrolar dizendo que o carro não era nosso que o dono tinha ido “ali” e etc. Mesmo assim o camarada me perguntou se ele poderia “me dar dois pipocos” se encontrasse a chave comigo. Pensei em milhares de coisas, tinha certeza de que eles não estavam armados, mesmo assim, não quis arriscar. Dei a chave para eles. Perguntei se podia tirar a chave de casa, o ladrão puxou da minha mão o molho e me deu as chaves de casa. Agora com a cabeça fria, essa era a hora mais fácil de acertar umas porradas no cara. Ele simplesmente virou de lado para mim, com as duas mãos tentando arrancar as chaves da minha casa, eu poderia simplesmente ter acertado ele, mas travei. Pensei em milhares de coisas, e uma delas era que ali era a casa do Elcio. Coisa pior poderia acontecer futuramente. Ele me devolveu as chaves e entraram no carro, em vão, pedi a carteira e o celular, e assim eu vi algo que consegui com muito esforço e suor, ir embora.
Junto com o carro, foi embora o meu MacBook, fruto de trabalho duro e do meu sonho de ter algo da Apple, que na época (2 anos atrás) custou R$4.999,00. Meu MotoQ, que foi R$1.599,00 em 10x na época. Minha Canon EOS Rebel 2000, que comprei usada do Rigonatti, mas que me deu várias fotos interessantes, R$600. A mala com algumas roupas da @maurzi que estava no porta-malas porque iríamos viajar, alguns objetos no porta-luvas e claro o som.
Na carteira? O cartão de crédito da empresa, documentos, cartões de débito, dinheiro e algumas coisas sentimentalmente valiosas.
Não sei descrever a sensação de ver todo seu esforço sendo levado embora por uma pessoa que absolutamente não quer saber o quanto de amor e trabalho foram investidos ali. E sim, nessa hora parece que tudo o que você fez na sua vida de merda foi em vão.
Não importa o que as pessoas falem, você sempre acaba pensando no que poderia ter sido feito no momento e os motivos pelos quais você procrastinou detalhes que evitariam o incidente, como colocar outro alarme ou fazer seguro dos objetos. Com esses pensamentos vem a raiva de você e aumenta mais o ódio dos ladrões que levaram seu sonho/trabalho/sobrevivência.
É triste.
Liberdade com responsabilidade
April 23rd, 2008
Essa foi uma frase que eu ouvia regularmente da minha professora de Educação Física do colegial. Foi com essa mesma professora que aprendi também ter o pouco de auto-controle que tenho, mas essa é outra história. Minha vida profissional foi um tanto conturbada para mim, até hoje eu sinto falta de algumas coisas que julgo essenciais para dirigir ou liderar uma equipe. Mas há outras características que herdei e que vejo que fazem falta em muitos profissionais que conheci. É aí que entra o título deste post.
Aqui na Visie somos bem flexíveis. Sabe aquela maneira de trabalhar no qual você não precisa se preocupar com a hora que está chegando, pode ir embora tarde da noite e trabalhar em casa quando precisar? Pois é. Aqui na Visie é assim. E o engraçado é que isso não dá certo em muitos lugares. Tudo, tudo, tudo depende do jeito das pessoas. Existem pessoas que não sabem usar a liberdade que tem. E isso acaba com qualquer flexibilidade que a empresa possa querer disponibilizar.
Algumas pessoas, mesmo subconscientemente, só trabalham bem seguindo regras como hora para entrar e sair. Datas programadas para entregas de projetos e número mínimo de linhas de código. E apenas assim ela consegue ser produtiva e eficaz. É uma característica da pessoa. Não pode-se fazer nada a não ser que ela perceba e mude.
O pior é que não dá para encontrar sempre profissionais que tem os mesmos pensamentos dos donos da empresa. É difícil. Aí entra a importância de encontrar e cativar esse pessoal. Recentemente perdi um bom profissional. E isso mostra como é difícil encontrar pessoas que sejam, desde o começo, afinadas com o modo de trabalhar da sua empresa. A saída é lapidar as pessoas que aparecem e formá-las para que estando ali na sua empresa, elas possam dar resultado, e quando elas sairem, possam levar consigo bons frutos.
Vídeo Podcast 02 - O início dos Padrões Web no brasil
March 31st, 2008
O pessoal do [o -] taligado? gravou um vídeo no evento do PagSeguro que a UOL promoveu. Participaram do vídeo, além de mim e o Elcio, Fugita, Bruno Torres, Nando Vieira.
Esse vídeo faz parte do Podcast 02 do [o -] taligado? sobre aprendizado. Com quem você aprendeu? E o mais importante, quem você ensinou?
Wordpress 2.5
March 30th, 2008
O Wordpress 2.5 foi lançado. Foram seis meses desenvolvendo a nova versão. O Design foi todo feito pelo pessoal do Happy Cog, empresa do Jeffrey Zeldman. A minha primeira impressão foi muito boa. O layout ficou mais alegre, bem diferente do layout antigo onde tudo era mais sério e pesado.
As funcionalidades novas são inúmeras: há a possibilidade de fazer uploading de múltiplos arquivos; instalar upgrades de plugins com apenas um clique; o dashboard, que é a página pós-login e onde há as informações rápidas de comentários, posts, entradas e etc é agora customizável nesta nova versão; foi adicionado uma nova funcionalidade que permite escrever os posts em Fullscreen, entre outras atualizações interessantes.
O dashboard ganhou atenção especial. Na versão antiga, o dashboard não servia para muita coisa. Eu utilizava praticamente o link para moderar os comentários. Nesta nova versão é possível instalar widgets, que trazem novas informações importantes ao dono do blog, por exemplo, estatísticas.
Para instalar um widget é simples, usa-se os mesmos passos para instalar um plugin:
- Faça o upload para a pasta /wp-content/plugins/ directory.
- Ative o plugin no meu PLUGINS do Worpdress
- Siga as instruções de funcionamento do plugin/widget. E pronto.
O upload de arquivos agora tem barra de progresso e é possível fazer upload de vários arquivos ao mesmo tempo. Fazer o uploading de um arquivo na versão antiga era algo terrível porque não era mostrado nenhum tipo de indicação do status do upload e era possível subir um arquivo por vez o que causava muita demora dependendo do tamanho do arquivo, o usuário deveria esperar pacientemente na frente da tela para ter certeza do término do upload.
Outra característica interessante é a possibilidade de extrair as informações EXIF de arquivos de imagens. Essas informações são extraídas como novos campos que podem ser utilizados em nos templates.
Gerenciar tags também ficou mais fácil. Na versão anterior eu utilizava um plugin que fazia tudo o que era necessário: sugestão, excluir ou acrescentar e renomear tags agora podem ser feitos sem o uso plugins de terceiros.
Uma característica interessante é a proteção ao editar um post. Se o blog ou site pode ser editado por várias pessoas, o Wordpress te avisa se o post está sendo editado e modificado por outro editor. Essa característica facilita o uso do Wordpress como CMS.
Há uma série de outras características interessantes que foram inseridas no sistema inteiro. Sempre utilizado o wordpress em todos os meus blogs e em sites da Visie. Ele não é feito para ser um CMS, mas é muito poderoso neste sentido. Claro que não atende à necessidades de portais, por exemplo, mas sites pequenos e médios, onde o conteúdo precisa ser editado de alguma forma, o Wordpress se mostra muito útil e fácil de gerenciar.
Se quiser, você pode ver um Screencast da nova versão aqui.
Escrevi um artigo introdutório no Tableless.com.br sobre Wordpress. Se você está iniciando ou quer ter mais detalhes sobre Templates Tags, leia: Wordpress - Uma pequena introdução.