Diego Eis é sócio e diretor de treinamentos da Visie Padrões Web, desenvolvedor web, palestrante, microblogueiro, fotógrafo amador, pintor de gibi nas horas vagas, criador do Tableless.com.br e gosta de ouvir música.

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Narração

February 15th, 2008

Vou ser sincero: não gosto de filmes brasileiros.
A maioria deles não me chama a atenção, talvez seja preconceito ou sei lá o que. Mesmo assim há algumas excessões que valem muito à pena. Uma delas é O Homem que Copiava.
Tenho um gosto especial por narrações em primeira pessoa, principalmente em livros. E quando esse tipo de narração é feito em filmes, o filme se torna muito mais parecido com o livro. É como se realmente a pessoa estivesse contando uma história e mostrando como tudo aconteceu.
O Homem que Copiava é um destes filmes que fazem da narração algo especial. A história é simples e o que a faz ficar interessante é a forma com que o personagem principal narra os detalhes e sentimentos. É a naturalidade com que ele cita os momentos.
Um livro que gostei muito por causa da narração foi Desvarios no Brooklin de Paul Auster. A narração faz parecer uma conversa entre o personagem e o leitor. Livros ou filmes narrados me fazem pensar que estou sentado e ouvindo uma pessoa a meu lado, contando uma história que se passou com ela. E isso faz tudo ficar mais interessante. Talvez esse seja o objetivo.

2 Responses to “Narração”

  1. Lucas Mezêncio Says:

    Eu também acho livros e filmes em primeira pessoa. Acho que dá um toque a mais na história.
    O Homem que Copiava é um filme brasileiro sensacional!
    Agora, um livro que eu gosto muito em primeira pessoa, e que marcou minha infância (e até hoje) é o livro A Ordem dos Futuros.
    Muito bom.

  2. Ricardo Lima Says:

    Também vou ser sincero com você. Não que eu goste de filmes brasileiros, ou mesmo desgoste, pois isso não vem ao caso. Qualquer discurso de crítica ou elogio deve ter embasamento. Concorda? Se não houver e ainda assim for escrito em mau português (escorregadas em crase no vale a pena, exceção com dois esses e outros), acaba perdendo toda a força.

    Quanto ao “O homem que copiava”, de fato é um filme brilhante, de um cineasta brilhante: Jorge Furtado. Se você gostou do filme, procure alugar “Houve uma vez dois verões”, facilmente um dos 10 melhores vídeos brasileiros do ano 2000 até a data presente. Assista e resenhe. Se gostar desse, aí parta para o pacote de curtas-metragens premiados do Jorge, a venda na http://www.casacinepoa.com.br.

    E, se gostou de Desvarios no Brooklin, do mestre Paul Auster, leia “Noite do Oráculo” e “Viagens no Scriptorium”, que possuem uma narrativa tão boa quanto, só que muito mais intrincada.

    Abraços, cabron.

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